terça-feira, 28 de outubro de 2008

Análise ao Relatório e Contas da Época 2007/2008

  1. Aumento de 51,4% nos proveitos totais de publicidade e transmissões televisivas.

  2. Aumento significativo da receita de quotas, bilhetes, venda de cadeiras e camarotes.

  3. Despesas com fornecimentos e serviços externos passaram de 1.685.890,68€ para 2.641.392,52€! O que terá justificado este aumento brutal neste rubrica? Três hipoteses me vieram à cabeça assim à primeira vista: poderão estar aqui incluidas algumas despesas com funcionários do Vitória que trabalham a recibos verdes; segunda, os custos tidos pelo clube para com a empresa BDO aquando da auditoria que a mesma executou no clube (este valor nunca foi anunciado aos sócios); terceira, as grandes comissões pagas a empresários no decorrer da temporada 2007/08.

  4. Diz o parecere do Concelho Fiscal o seguinte: "...face a uma previsão de custos de 7,8 milhões de euros, verificou-se um desvio muito significativo que originou um valor final de custo de perto de 12,5 milhões de euros...". Ou seja, foram gastos 60% a mais do que o que estava previamente orçamentado! (É DE LOUCOS!!!)

  5. Neste relatório, existem situações que poderiam e deveriam estar melhor explicadas (a direcção do VSC acha que não). Nomeadamente, decompor as contas de "Fornecimentos e Serviços Externos", "Outros Custos Operacionais", "Proveitos Suplementares" e "Outros Proveitos Operacionais e Ganhos Extraordinários".

  6. De qualquer forma, e em relação ao tão propalado passivo, ou dividas do clube, estas aumentaram +/- 2 milhões de euros, sendo que as de curto prazo aumentaram em 3 milhões de euros e as de longo prazo diminuíram em 1 milhão de euros. Ou seja, o Vitória aumentou o passivo de curto prazo o que é preocupante.

  7. Nos custos com pessoal estavam orçamentados 4,6 milhões de euros e foram gastos 5,9 milhões de euros, o que talvez se justifique com a entrada de três jogadores um Janeiro (Paulo Henrique, Marquinho e Roberto) e com um provável aumento de prémios pagos, fruto da inesperada boa época. Mas são apenas hipóteses, porque nunca iremos ter a certeza de como foi gasto este dinheiro.

  8. Depois temos os "Outros Custos Operacionais", que estavam orçamentados em 167 mil euros e compreendem custos com quotas para associações e despesas com jogos de futebol profissional. Verifica-se agora que afinal o custo real desta rubrica foi de 1.4 milhõe4s de euros. Alguém não soube fazer as contas aquando da elaboração do Orçamento para a época transacta.

  9. Os juros pagos pelo Vitóri também estão superiores, uma vez que durante a época no lugar de diminuirem as dívidas à banca estas aumentaram em 3 milhões de euros.

  10. "Durante o ano findo, houve necessidade de liquidar custos do passado - segurança social e impostos..." Afirmou Emílio Macedo da Silva. Com toda a certeza será verdade o que diz o presidente do Vitória, mas o que ele não justificou foi como é possivel que as dividas ao estado continuam mais ou menos as mesmas, tendo diminuído as de longo prazo e, uma vez mais, aumentado as de curto prazo em aproximadamente 400 mil euros. Ou seja, só não ficou tudo na mesma porque agora as divídas têm de ser pagas mais rapidamente!

Sexta-feira é bom que os copos de água estejam bem cheios, pois a direcção do Vitória irá ter muito que explicar à massa associativa!

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